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Alimentos funcionais e alívio nos sintomas da menopausa

Atualizado: Abr 27

A menopausa é um processo fisiológico marcado por alterações hormonais na mulher. Dentre as modificações endócrinas, a queda de estradiol é a mais relevante neste período. Ao longo deste processo, também observa-se o aumento do estresse oxidativo, que pode estar relacionado com a evolução do envelhecimento e aumento do risco de algumas doenças– como as cardiovasculares, neurodegenerativas e câncer

Por conta desta condição, muitos sintomas ficam em evidência, já que o estradiol é um importante mediador bioquímico. Como exemplo, esse hormônio é essencial para a produção de serotonina, e a sua redução está associada ao aumento na prevalência de depressão nesta fase da vida.

Neste contexto, alguns estudos mostram que o consumo de alimentos fontes de antioxidantes pode ser uma interessante estratégia para reduzir estes riscos.

Quercetina

Uma análise realizada em modelo animal indicou que a administração de quercetina resultou em redução do estresse oxidativo nos ovários, com efeito inibitório da expressão genica de proteínas relacionadas a este processo. A quercetina pode ser encontrada em alimentos como cebola, alho, maçã e frutas vermelhas – como açaí, jabuticaba e jambolão.

Cúrcuma

A curcumina – principal composto bioativo da Curcuma longa – também é proposta para amenizar os sintomas associados à menopausa. Uma análise conduzida em modelo animal de indução de menopausa identificou que a administração da curcumina reduziu o estresse oxidativo, sendo este efeito correlacionado com melhora cognitiva e redução de ansiedade – condições que são prevalentes durante esta fase.

Feno grego O Feno-grego (Trigonella foenum–graecum) é uma das plantas mais utilizadas pela medicina tradicional chinesa e Ayurveda, sendo amplamente estudado por apresentar uma série de fitoquímicos – como alcaloides, saponinas, polifenois e flavonoides – correlacionados com a redução do risco de algumas condições patológicas.

Dentre os diversos benefícios relatados na literatura, o feno-grego ganha destaque por amenizar sintomas presentes no público feminino, especialmente por ser considerado como um modulador da atividade hormonal. Por este motivo, alguns estudos relacionam o seu consumo com a redução de sintomas de menopausa, que fisiologicamente atinge mulheres durante o envelhecimento.

Em ensaio clínico conduzido com mulheres menopausadas identificou que o uso do extrato de feno-grego amenizou desconfortos associados a esta fase, com redução de relatos de sintomas vasomotores em 32%. Além disso, os autores observaram aumento significativo de estradiol plasmático, resultado que justifica sua interessante contribuição durante este período em que os hormônios sexuais estão reduzidos.

Além deste importante benefício, o feno-grego é proposto para outras alterações hormonais que afetam a saúde das mulheres.  Um estudo realizado com 80 mulheres mostrou que o uso de feno-grego aumentou, de forma significativa, níveis de testosterona livre e estradiol, contribuindo com a melhora do desejo sexual.

O feno-grego pode fazer parte da rotina alimentar na forma de decocção de suas sementes – que também pode ser incorporada durante o cozimento de diversas preparações, como caldos e sopas. Entretanto, é importante que seu uso seja recomendado por um profissional capacitado, para que efeitos colaterais sejam evitados.

ômega 3

O uso de ômega-3 é sugerido para reduzir estes sintomas durante a menopausa. Um estudo realizado com 60 mulheres em período pós- menopausa e diagnosticadas com depressão mostrou que a suplementação de 1 grama de ômega-3 – em associação à terapia medicamentosa – por 4 semanas, foi responsável pela melhora dos sintomas depressivos.

A suplementação de ômega-3 também é proposta para reduzir o risco de desfechos cardiovasculares – problemas frequentes durante a menopausa, possivelmente pela disfunção endotelial causada pela queda de estrógeno e pelo aumento nos níveis de estrona (que potencializa este efeito).

Ainda, os ácidos graxos ômega-3 são sugeridos para melhorar a integridade celular e reduzir a inflamação sistêmica, potente gatilho para o desenvolvimento de câncer durante esta fase.

Para complementar, uma análise prospectiva, que incluiu 6501 mulheres pós-menopausadas, mostrou que o consumo deste nutriente pode reduzir o risco de morbidades desta fase, em até 8%.

Desta forma, o consumo de ácidos graxos ômega-3 – tanto pela alimentação, quanto via suplementação – pode ser uma interessante estratégia para amenizar os sintomas da menopausa, promovendo um envelhecimento mais saudável em mulheres.

Grande parte dos compostos bioativos antioxidantes é encontrada em frutas, verduras e legumes. A partir deste dado, um recente estudo realizado com mulheres menopausadas mostrou que o aumento no consumo destes alimentos amenizou os sintomas desta fase – especialmente os físicos e mentais. Por outro lado, o aumento no consumo de alimentos açucarados e industrializados foi positivamente correlacionado com aumento dos sintomas.

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