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  • Ana Paula Martins

Aminoácidos e recuperação muscular

Atualizado: Abr 27

Taurina, BCAA, HMB e Creatina na recuperação muscular.

O exercício físico promove diversas alterações estruturais no músculo, que culminam em adaptações neuromusculares, dependentes do tipo de treino exercido, volume e intensidade. Estas ações neuromusculares podem gerar danos, e por consequência, sensação de desconforto na musculatura esquelética recrutada no momento do treino, também conhecida como dor muscular tardia. O principal mecanismo envolvido na dor muscular tardia é a inflamação, que se inicia com o objetivo de reparar o músculo. Provavelmente, alguns produtos desta inflamação possam ser responsáveis pelo estímulo em terminações nervosas do músculo, provocando a dor muscular.

A taurina é um aminoácido que pode ser sintetizada a partir de outros dois aminoácidos (metionina e cisteína), associados à vitamina B6. É um dos mais abundantes do nosso organismo e está presente em alimentos de origem animal como ostra, camarão, fígado, atum, bacalhau, lula, frango, carne bovina, leguminosas e oleaginosas. Dentre suas diferente ações destacam-se regulação do volume celular, atuação da detoxificação e osmoregulação, estabilização de membrana, e regulação do fluxo de cálcio, além de atuar como antioxidante e anti-inflamatória. Por conta desses efeitos há diversos estudos que avaliam os efeitos da taurina na prática esportiva. Pesquisadores brasileiros desenvolveram um estudo para avaliar os efeitos da suplementação de taurina na performance muscular, estresse oxidativo e resposta inflamatória após a prática de exercícios excêntricos. Após 21 dias de suplementação os autores observaram que indivíduos recebendo taurina apresentaram aumento nos níveis de força e redução da dor muscular e do dano oxidativo, porém sem alterar parâmetros inflamatórios. A taurina fornece combustível para a contração muscular e por isso pode influenciar o nível de fadiga. Alguns efeitos da taurina no esporte: – Redução dos marcadores de estresse oxidativo como a lipoperoxidação e carbonilação, aumenta o conteúdo de moléculas TIOL no músculo esquelético após EE e reduz produção de radical superóxido; – Reduz a oxidação do DNA; – Modula atividade e a sinalização do NFKB; – Previne a expressão do iNOS e a formação de nitrosaminas inflamatórias durante o exercício. Uma boa associação com objetivo de reparação de dano muscular é TAURINA + BCAA. Lembrando que outros aminoácidos podem ter uma ação bem interessante no reparo do dano muscular, como HMB e a creatina, principalmente quando associados em conjunto. O HMB é um metabólito da leucina com ação na ativação das vias de resposta para hipertrofia, otimiza recuperação após dano muscular em exercício extenuante e tem importante papel na atividade de células satélites musculares. Doses de 38mg/kg de peso já são suficientes para as respostas acima. Tem ação sinérgica com a creatina.

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