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Como tratar a compulsão alimentar

A alimentação desequilibrada e a obesidade cresce a cada dia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o número de pessoas que apresentam problemas em consumir grandes quantidades alimentares ultrapassou o número de pessoas que apresentam escassez de alimentos. Isso é um dos fatores que justificam esse excesso de peso observado crescentemente na população.

Chamamos de compulsão alimentar a sensação impulsiva de comer que acontece em indivíduos, independentemente do peso, definida pelos seguintes critérios: ingestão de grande quantidade de alimentos em um período de tempo delimitado (até duas horas), acompanhado da sensação de perda de controle sobre o que ou o quanto se come. Podemos também pensar em algo frequente no cotidiano da maioria das pessoas, relacionado às vontades alimentares incontroláveis em determinados momentos do dia. Aquele famoso desejo por um doce após o almoço que grande parte da população relata. Esse fator tem uma explicação fisiológica, relacionada principalmente à ação de neurotransmissores no sistema nervoso central. As respostas desencadeadas por células neuronais à um estímulo, no caso à sensação de vontade em consumir determinado alimento, dependerá da característica do neurotransmissor e do receptor a ele envolvido.

Dentre os neurotransmissores, pode-se destacar a dopamina e a serotonina como os principais associados à modulação do estado físico, psicológico e emocional. A dopamina é o responsável por manter o organismo em estado de alerta e atenção, atuando no lóbulo frontal do cérebro, com atividade em regular um grande número de informações que vem de outras partes cerebrais, além de promover eficácia na capacidade motora. Por outro lado, a serotonina é o neurotransmissor envolvido principalmente na excitação de órgãos e no controle de sensações relacionadas ao prazer, humor e comportamento.

Sabe-se que na compulsão alimentar e em patologias associadas, como nos transtornos de ansiedade e depressão, os níveis e a sinalização destes neurotransmissores encontram-se alterados. Além disso, os hábitos diários estão diretamente ligados a esses sinalizadores, uma vez que, quando se consome algum alimento que promove a sensação de prazer como no caso do chocolate, há concomitantemente o estímulo de serotonina, remetendo a ingestão do alimento ao prazer e bem-estar. Pensando em nutrimodelação corporal, é preciso ressaltar que existe uma grande relação entre a saciedade e os níveis de serotonina no hipotálamo, que é a responsável por promover essa sensação positiva ao consumir o alimento. Isso muitas vezes gera um ciclo vicioso que tende a promover o ganho de peso.

Diante desse conceito, podemos trabalhar em consultório com a modulação desses neurotransmissores através de ativos manipulados ou chás.

Alguns ativos que trabalhamos com consultório:

Extrato seco do estigma do acafrao (crocus saitvus), rico em crocinas, responsável em reduzir a compulsão por alimentos ricos em açúcares, modulando a concentração de serotonina ao otimizar, principalmente, a via serotoninérgica. D limoneno, extraído do Citrus sinensis, com ações anti-estresse e ansiolítica que melhora os níveis de cortisol e reduz, assim, os efeitos negativos provocados pelo aumento deste hormônio. Em situações de estresse e de elevado nível de cortisol, a vontade alimentar se intensifica e por isso torna-se fundamental a modulação dos níveis desse hormônio no organismo. Extrato da aveia verde, possui biocomponentes atuantes na redução da degradação de dopamina, a partir da inibição da enzima MAO-B. A normalização dos níveis deste neurotransmissor promove o estado de alerta e atenção, reduzindo fortemente a ansiedade. Assim, promoverá uma condição mais ativa ao organismo, reduzindo-se a ingestão de carboidratos e café, devido a normalização dos níveis de dopamina. Essas ações reduzirão a compulsão alimentar e, consequentemente, a ingestão calórica, contribuindo para o maior controle do peso.

Griffonia simplicifolia e Mucuna pruriens que estimulam respectivamente a síntese de serotonina e dopamina, desta forma auxiliando no coTheanina L modulam a concentração de serotonina, pois diminuem a recaptação de serotonina e estimulam a síntese da mesma, respectivamente, assim favorece a redução da ansiedade.

Theanina L, presente no chá verde modulam a concentração de serotonina, pois diminuem a recaptação de serotonina e estimulam a síntese da mesma, respectivamente, assim favorece a redução da ansiedade e controe da compulsão por doces e carboidratos.

Outro ponto muito importante é avaliar a saúde intestinal, um intestino equilibrado é fundamental para controle da ansiedade, depressão e tratamento de quadros de compulsão, no intestino são sintetizados os hormônios que influenciam no comportamento alimentar. A serotonina, neurotransmissor que é produzido nas células do intestino, está relacionada com o controle da ingestão de alimentos, sendo que seus altos níveis estão associados com a redução no consumo energético total ou seletivo.

Após a ingestão alimentar, uma cascata de hormônios é liberada de diferentes partes do trato gastrointestinal e, essas podem agir na digestão de nutrientes por meio de ações de motilidade, secreção e absorção. Esses hormônios podem ser desregulados em condições de desordens alimentares, causando comportamentos alimentares anormais.

Indivíduos com alterações no padrão alimentar relatam estresse como um fator para o início da compulsão alimentar.

Em casos de estresse crônico, observa-se o aumento nos níveis plasmáticos de cortisol, que exerce influencia negativa sobre a compulsão alimentar por estimular o consumo de alimentos e diminuir o gasto energético.

Ainda, o cortisol, de forma direta, predispõe ao aumento de bactérias patogênicas no intestino e redução de bactérias benéficas, como Bifidobacterium e Lactobacillus.

O aumento no consumo de alimentos comuns na compulsão alimentar, associado a fatores fisiológicos causados pelo aumento do cortisol, gera diversas alterações na mucosa intestinal, com possível perda de sua integridade.

Com isso, o risco de problemas digestivos, infecções e alergias alimentares se tornam mais evidentes. Esses fatores alteram a microbiota intestinal, favorecendo negativamente o quadro de disbiose intestinal.

Portanto, é necessário cuidar do intestino antes de qualquer suplementação ou medicação, o uso de probióticos, prebióticos e alimentos fermentados, garantem essa saúde intestinal.

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