SOP e toxinas ambientais


As toxinas ambientais funcionam como disruptores endócrinos, que são uma gama de substâncias químicas que interferem no sistema hormonal, alterando a forma natural de comunicação do sistema endócrino causando uma série de consequências indesejadas. E qual a relação desses disruptores com o desenvolvimento da SOP (síndrome dos ovários policísticos) ? Sabemos que a exposição da mãe a toxinas ambientais via oral ou até inalação pode favorecer alteração epigenéticas no DNA aumentando as chances para o desenvolvimento da SOP e essa exposição pode ser influenciada em até 3 gerações. Alimentos processados, enlatados e principalmente derivados de animais são exemplos de fontes de alta exposição à toxinas ambientais, disruptores endócrinos e produtos finais de glicação avançada que podem levar a pertubações endócrinas, metabólicas e reprodutivas, resultando em fenótipos de SOP e efeitos adversos a saúde. Nas alterações metabólicas influenciadas por disruptores endócrinos e AGEs podemos destacar: adipogênese, resistência à insulina, hiperinsulinemia, estresse oxidativo e inflamação. As alterações reprodutivas podemos destacar a estereidogênese ovariana, hiperandrogenismo, o desenvolvimento do oócito e o crescimento folicular. Todas as alterações acima destacadas podem levar a um quadro de síndrome de ovários policísticos , além de aterosclerose, diabetes tipo 2 e problemas de fertilidade.

Abaixo algumas toxinas e sua relação com a SOP: - Nicotina - Bisfenol A e PFAs (polifluoroalquil): estão na água, no solo, em alimentos, embalagens de alimentos, estão relacionados não só ao desenvolvimento da SOP mas também endometriose, puberdade precoce, alterações da menstrual, alteração no tempo da gravidez e fertilidade e abortos. - Panelas Teflon (PFOA): seu aquecimento é suficiente para contaminação por inalação. ATENÇÃO O TEFLON É PROIBIDO NO BRASIL DESDE 2015. As melhores panelas para uso são: Pedra sabão (requer cura), barro (requer cura), vidro, aço inox, cerâmica e titânio. - Pipoca de micro-ondas rica em PFAs. - Garrafas plásticas, fio dental, brinquedos, papel de impressora, tintas; - Ftalatos: adesivo, detergente, lubrificante, sabonete, xampus, loções, lixa de unha; - Cosméticos; - embalagem de alimentos, principalmente de fast-food. - Triclosan: principalmente encontrados em cosméticos; - Octocrileno: Protetores solares; - Pesticidas organoclorados Suplementos para reduzir os efeitos do BPA (Bisfenol A) - Melatonina (alimentos ricos em fitomelatonina podem ser incluídos na rotina, como cereja, kiwi, lentilha e tomate) - Vitamina A - Vitamina E e C (restaura a capacidade antioxidante) - Glutationa (suplementação com N acetil cisteína) - Coenzima Q10, ácido alfa lipoico - Betaína - Colina, B12, B9 selênio - Cordyceps, ácido gálico (uma das frutas mais ricas é o pequi) - Vitamina D

- Curry indiano - Cuscuta Chinensis

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