Tudo que você precisa saber sobre a Vitamina D

Atualizado: 2 de abr.

A vitamina D é um dos nutrientes essenciais indispensáveis à saúde, necessária para pelo menos 85 funções vitais ao organismo.

Precisamos de vitamina D para a saúde do cérebro, para a síntese de neurotransmissores do bom humor, para o fortalecimento da musculatura, para boa formação e densidade óssea, para a manutenção da juventude e para o bom funcionamento do sistema imune. Esta vitamina vem ganhando grande atenção nos últimos anos, pois possui um papel que vai além da homeostase do cálcio e da saúde óssea, algumas evidências revelam que há efeitos reguladores da vitamina D na proliferação e diferenciação de tecidos benignos e malignos, e até mesmo comprovaram que esta vitamina pode influenciar de forma direta a qualidade do sêmen. Durante esses dois últimos anos, com o surgimento da infecção por SARS-CoV-2, muito foi falado sobre a essencialidade de bons níveis de vitamina D (25(OH)D) através de vários estudos que mostraram melhores resultados clínicos e um risco reduzido de infecção Tem algumas grandes diferenças entre a D e todas as outras vitaminas. Para começar, embora até seja possível absorvê-la pela comida, sua maior fonte, disparado, é o sol. Sim, a luz solar.

No entanto, a vitamina D só funciona adequadamente quando combinada à outra vitamina do grupo das lipossolúveis: a vitamina K2. Enquanto a vitamina D promove a absorção do cálcio,

a vitamina K2 direciona o cálcio para onde deve ser depositado: nos tecidos duros, como ossos e dentes, e em mínimas porções em circulação pelo sangue para regulação do equilíbrio do sangue. Existe correlação de níveis inferiores de vitamina D com a resistência à insulina? A partir de uma meta-análise de 40 estudos, publicada em Nutrients, pesquisadores concluíram que sim – mas não somente em pacientes com diabetes tipo 2. Com um grau menor, a correlação também foi observada na população não diabética com sobrepeso ou obesidade, independentemente de idade ou sexo. De acordo com estudos anteriores, existe uma sinergia entre a hipovitaminose D e a obesidade no desenvolvimento da hiperglicemia e resistência à insulina. A expressão dos receptores de vitamina D é mais pronunciada em obesos em comparação com indivíduos magros, e a sua deficiência tem uma relação inversa independente do IMC.

O mecanismo "anti" resistência à insulina da vitamina D pode atuar por meio do seu mecanismo anti-inflamatório em indivíduos com sobrepeso. Uma diminuição nas citocinas inflamatórias após o tratamento com vitamina D foi observada em muitos estudos anteriores e pode ter um papel na promoção da sensibilidade à insulina. O ciclo funciona por meio da síntese de gordura estimulada pela insulina e do tecido adiposo, iniciando a síntese de marcadores inflamatórios, que levam ao aumento da resistência à insulina. A vitamina D interrompe este ciclo no nível da adipogênese, impedindo-o, e no nível da produção de marcadores inflamatórios, diminuindo sua síntese. Atualmente grande parte da população esta deficiente em vitamina D, vitamina que não está presente em grande quantidade na alimentação, mas a sua principal fonte é a síntese endógena obtida a partir da exposição a luz solar. Como normalmente via alimentação não atingimos nem 20% de sua recomendação diária, precisaríamos de sua síntese através da radiação ultravioleta B (UVB) presente na luz solar, na qual contém fótons que são absorvidos pela substância precursora de vitamina D, a 7-deidrocolesterol (7-DHC). Esse processo desencadeia toda uma cascata de reações que culmina na produção da vitamina D. Contudo, como na maioria dos casos não nos expomos ao sol por tempo suficiente para que essa síntese seja feita de modo adequado, a suplementação de vitamina D é extremamente necessária devido à importância dessa vitamina em aspectos como a saúde óssea, a absorção do cálcio, a síntese proteica e a secreção hormonal.


1 visualização0 comentário

Posts Relacionados

Ver tudo